{"id":20535,"date":"2024-04-13T09:57:04","date_gmt":"2024-04-13T12:57:04","guid":{"rendered":"https:\/\/cipe.org.br\/novo\/?p=20535"},"modified":"2024-04-13T09:57:04","modified_gmt":"2024-04-13T12:57:04","slug":"aumento-recorde-no-total-de-medicos-no-pais-pode-ser-cenario-de-risco-para-a-assistencia-avalia-conselho-federal-de-medicina","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/cipe.org.br\/novo\/aumento-recorde-no-total-de-medicos-no-pais-pode-ser-cenario-de-risco-para-a-assistencia-avalia-conselho-federal-de-medicina\/","title":{"rendered":"Aumento recorde no total de m\u00e9dicos no Pa\u00eds pode ser cen\u00e1rio de risco para a assist\u00eancia, avalia Conselho Federal de Medicina"},"content":{"rendered":"<p>fonte: <a href=\"https:\/\/portal.cfm.org.br\/noticias\/aumento-recorde-no-total-de-medicos-no-pais-pode-ser-cenario-de-risco-para-a-assistencia-avalia-conselho-federal-de-medicina\/\">CFM<\/a><\/p>\n<p>Nunca na hist\u00f3ria, o Pa\u00eds contou com tantos m\u00e9dicos como atualmente. A Demografia M\u00e9dica CFM \u2013 2024, divulgada pelo Conselho Federal de Medicina (CFM), mostra que o Brasil tem 575.930 m\u00e9dicos ativos, uma das maiores quantidade do mundo, numa evolu\u00e7\u00e3o acelerada. O n\u00famero resulta em uma propor\u00e7\u00e3o de 2,81 m\u00e9dicos por mil habitantes, tamb\u00e9m a maior j\u00e1 registrada e que coloca a Na\u00e7\u00e3o a frente dos Estados Unidos, Jap\u00e3o e China. Contudo, apesar do avan\u00e7o significativo, v\u00ea com preocupa\u00e7\u00e3o esse crescimento acelerado pelas suas implica\u00e7\u00f5es na forma\u00e7\u00e3o dos profissionais e at\u00e9 da assist\u00eancia oferecida \u00e0 popula\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>\u201cOs dados indicam que o Brasil conta hoje com mais m\u00e9dicos. Mas a que custo? Observamos a cria\u00e7\u00e3o indiscriminada de escolas m\u00e9dicas no Pa\u00eds sem crit\u00e9rios t\u00e9cnicos m\u00ednimos, o que afeta a qualidade do preparo dos futuros profissionais da medicina. Outra quest\u00e3o a ser observada \u00e9 que o aumento do n\u00famero de m\u00e9dicos deve implicar tamb\u00e9m em melhores condi\u00e7\u00f5es de trabalho e de est\u00edmulo para que a assist\u00eancia ocorra da forma adequada. A equa\u00e7\u00e3o do atendimento, em especial na rede p\u00fablica, n\u00e3o \u00e9 uma quest\u00e3o apenas matem\u00e1tica, mas de planejamento e boa gest\u00e3o\u201d, afirma o presidente do CFM, Jos\u00e9 Hiran Gallo.<\/p>\n<p><strong>Expans\u00e3o \u2013<\/strong>\u00a0Desde o in\u00edcio da d\u00e9cada de 1990, no Brasil, a quantidade de m\u00e9dicos mais que quadruplicou, passando de 131.278 profissionais para o n\u00famero atual, registrado em janeiro de 2024. Este crescimento, impulsionado por fatores como a expans\u00e3o do ensino m\u00e9dico e a crescente demanda por servi\u00e7os de sa\u00fade, representa um aumento absoluto de 444.652 m\u00e9dicos no per\u00edodo, ou seja, 339%, em termos percentuais.<\/p>\n<p><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"wp-image-119182 size-full aligncenter\" src=\"https:\/\/portal.cfm.org.br\/wp-content\/uploads\/2024\/04\/Captura-de-tela-2024-04-08-105813.png\" sizes=\"(max-width: 822px) 100vw, 822px\" srcset=\"https:\/\/portal.cfm.org.br\/wp-content\/uploads\/2024\/04\/Captura-de-tela-2024-04-08-105813.png 822w, https:\/\/portal.cfm.org.br\/wp-content\/uploads\/2024\/04\/Captura-de-tela-2024-04-08-105813-300x204.png 300w, https:\/\/portal.cfm.org.br\/wp-content\/uploads\/2024\/04\/Captura-de-tela-2024-04-08-105813-768x522.png 768w\" alt=\"\" width=\"822\" height=\"559\" \/><\/p>\n<p>Por outro lado, a popula\u00e7\u00e3o brasileira cresceu 42% no mesmo per\u00edodo: passou de 144 milh\u00f5es para 205 milh\u00f5es, conforme dados do IBGE. Com isso, \u00e9 poss\u00edvel ver que o n\u00famero de m\u00e9dicos aumentou oito vezes mais do que o da popula\u00e7\u00e3o em geral. Calcula-se que o crescimento da popula\u00e7\u00e3o m\u00e9dica, entre 1990 e 2024, foi, em m\u00e9dia, de 5% ao ano. Esse \u00edndice \u00e9 cinco vez maior do que o praticado pela popula\u00e7\u00e3o brasileira (m\u00e9dia anual de 1%). Notadamente, a maior progress\u00e3o percentual no volume de m\u00e9dicos aconteceu entre 2022 e 2023, quando o contingente saltou de 538.095 para 572.960: aumento de 6,5%.<\/p>\n<p><strong>Densidade \u2013<\/strong>\u00a0O fen\u00f4meno repercute ainda em termos proporcionais. Em 1990, havia 0,91 m\u00e9dico para cada grupo de mil habitantes no Pa\u00eds. Tr\u00eas anos depois (1993), o Brasil alcan\u00e7ou a raz\u00e3o de 1 m\u00e9dico por mil habitantes. Foram necess\u00e1rias quase duas d\u00e9cadas para que esse \u00edndice chegasse a 1,2 m\u00e9dicos por mil habitantes, em 2011. Coincidentemente, nesse per\u00edodo, assiste-se o in\u00edcio do processo de abertura de novas escolas m\u00e9dicas, o que fez que j\u00e1 em 2016 essa propor\u00e7\u00e3o atingisse a marca de 2,03.<\/p>\n<p>Mantendo-se o ritmo de crescimento da popula\u00e7\u00e3o e de escolas m\u00e9dicas, dentro de cinco anos, em 2028, o Pa\u00eds contar\u00e1 com 3,63 m\u00e9dicos por mil habitantes, \u00edndice que supera a densidade m\u00e9dica registrada, por exemplo, na m\u00e9dia dos 38 pa\u00edses da Organiza\u00e7\u00e3o para a Coopera\u00e7\u00e3o e Desenvolvimento (OCDE). Atualmente, cerca de 35 mil estudantes concluem o curso de medicina e entram no mercado de trabalho.<\/p>\n<p>Nos pr\u00f3ximos anos, esse n\u00famero deve ultrapassar os 40 mil egressos, com as primeiras turmas das escolas abertas ultimamente sendo graduadas. \u201cUm dos problemas \u00e9 que n\u00e3o h\u00e1 previs\u00e3o de se estancar esse volume. Apesar de ser contradit\u00f3rio, h\u00e1 chances de que a assist\u00eancia enfrente graves problemas, como a falta de resolubilidade dos profissionais, que ter\u00e3o uma forma\u00e7\u00e3o deficit\u00e1ria, e o pr\u00f3prio encarecimento dos custos assist\u00eancias, pelo aumento na demanda por exames de diagn\u00f3stico e outros procedimentos\u201d, explica Jos\u00e9 Hiran Gallo.<\/p>\n<p><strong>OCDE \u2013<\/strong>\u00a0A evolu\u00e7\u00e3o do Brasil em rela\u00e7\u00e3o ao n\u00famero de m\u00e9dicos por mil habitantes pode ser analisada em fun\u00e7\u00e3o das tend\u00eancias observadas nos pa\u00edses da OCDE. Em 2021, relat\u00f3rio publicado pela entidade colocava o Brasil na 43\u00aa no ranking que avaliava esse quesito dentro de um grupo de pa\u00edses selecionados, que incluem na\u00e7\u00f5es da Europa e destaques de diferentes continentes.<\/p>\n<p>Na \u00e9poca, com uma raz\u00e3o de 2,2 m\u00e9dicos por mil habitantes, o Brasil ficava \u00e0 frente apenas de Peru, \u00cdndia, \u00c1frica do Sul, Indon\u00e9sia. Em 2024, com um \u00edndice de 2,8, o Brasil teria uma performance muito melhor nesse levantamento. Mesmo considerando que o trabalho da OCDE n\u00e3o passou por atualiza\u00e7\u00e3o desde ent\u00e3o, a medicina brasileira passaria a ocupar o 35\u00ba lugar nesse ranking. A taxa atual coloca a na\u00e7\u00e3o em igualdade ao Canad\u00e1 e ultrapassa EUA, Jap\u00e3o, Cor\u00e9ia do Sul e M\u00e9xico.<\/p>\n<p><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"wp-image-119186 size-full aligncenter\" src=\"https:\/\/portal.cfm.org.br\/wp-content\/uploads\/2024\/04\/Captura-de-tela-2024-04-08-110008.png\" sizes=\"(max-width: 754px) 100vw, 754px\" srcset=\"https:\/\/portal.cfm.org.br\/wp-content\/uploads\/2024\/04\/Captura-de-tela-2024-04-08-110008.png 754w, https:\/\/portal.cfm.org.br\/wp-content\/uploads\/2024\/04\/Captura-de-tela-2024-04-08-110008-300x187.png 300w\" alt=\"\" width=\"754\" height=\"469\" \/><\/p>\n<p>Para o presidente do CFM, Jos\u00e9 Hiran Gallo, o significativo aumento no n\u00famero de m\u00e9dicos no Brasil \u00e9 resultado da intera\u00e7\u00e3o de diversos fatores, entre eles as crescentes necessidades de sa\u00fade da popula\u00e7\u00e3o, as mudan\u00e7as no perfil de morbidade e mortalidade, a garantia de direitos sociais, a incorpora\u00e7\u00e3o cont\u00ednua de novas tecnologias m\u00e9dicas e o envelhecimento progressivo da popula\u00e7\u00e3o. Al\u00e9m disso, segundo ele, esse crescimento \u00e9 influenciado pelas novas pol\u00edticas de educa\u00e7\u00e3o m\u00e9dica implementadas, especialmente nas \u00faltimas duas d\u00e9cadas.<\/p>\n<p><strong>Ensino \u2013<\/strong>\u00a0\u201cO aumento no n\u00famero de faculdades de medicina e a expans\u00e3o das vagas nos cursos existentes contribu\u00edram significativamente para o aumento do contingente de m\u00e9dicos dispon\u00edveis no mercado. Contudo, este cen\u00e1rio tamb\u00e9m suscitou questionamentos sobre a qualidade da forma\u00e7\u00e3o m\u00e9dica oferecida. Sabemos que quantidade significativa de cursos est\u00e3o em munic\u00edpios que n\u00e3o atendem crit\u00e9rios m\u00ednimos para a boa forma\u00e7\u00e3o de futuros m\u00e9dicos. De forma complementar, h\u00e1 ainda a car\u00eancia de m\u00e9dicos capacitados ao ensino, ou seja, estamos tornando a medicina brasileira prec\u00e1ria. Se antes nosso Pa\u00eds era reconhecido mundialmente pela compet\u00eancia de seus m\u00e9dicos, agora essa convic\u00e7\u00e3o est\u00e1 sob amea\u00e7a\u201d, ponderou o presidente do CFM.<\/p>\n<p>Atualmente, h\u00e1 389 escolas m\u00e9dicas espalhadas pelo Pa\u00eds, a segunda maior quantidade do mundo \u2013 s\u00f3 fica atr\u00e1s da \u00cdndia, na\u00e7\u00e3o que tem uma popula\u00e7\u00e3o mais de seis vezes maior.\u00a0 Desde 1990, a quantidade de faculdades de medicina no Brasil quase quintuplicou, passando de 78 para o cen\u00e1rio do momento. Somente nos \u00faltimos dez anos, foram colocadas em funcionamento 190 estabelecimentos de ensino m\u00e9dico, n\u00famero igual ao de escolas abertas ao longo de dois s\u00e9culos.<\/p>\n<p><strong>Concentra\u00e7\u00e3o \u2013<\/strong>\u00a0Outro problema que o aumento de m\u00e9dicos n\u00e3o resolve, conforme evidencia a Demografia M\u00e9dica CFM \u2013 2024, \u00e9 a concentra\u00e7\u00e3o dos profissionais em determinadas \u00e1reas, aprofundando um cen\u00e1rio de desigualdade na distribui\u00e7\u00e3o, fixa\u00e7\u00e3o e acesso ao atendimento. Apesar do CFM considerar que j\u00e1 h\u00e1 n\u00famero suficiente para atender \u00e0s demandas da popula\u00e7\u00e3o, sem a necessidade de qualquer medida extraordin\u00e1ria, ele alerta para a aus\u00eancia de pol\u00edticas p\u00fablicas que estimulem a ida de m\u00e9dicos para as \u00e1reas mais distantes e menos desenvolvidas e para o Sistema \u00danico de Sa\u00fade (SUS). Jos\u00e9 Hiran Gallo alerta que se o Governo n\u00e3o fizer seu dever, essa concentra\u00e7\u00e3o se manter\u00e1, com cada vez mais m\u00e9dicos no Sudeste, Sul, litoral e centros com melhor Indice de Desenvolvimento Humano (IDH).<\/p>\n<p>Al\u00e9m disso, acrescenta, os egressos preferir\u00e3o atuar no segmento privado e nos planos de sa\u00fade, que oferecem melhores honor\u00e1rios e condi\u00e7\u00f5es de trabalho, do que na rede p\u00fablica, que responde pelo atendimento direto de 75% dos brasileiros. Segundo o presidente do CFM, os m\u00e9dicos que permanecem no Norte e Nordeste e nos munic\u00edpios mais pobres do interior se ressentem da falta de investimentos em sa\u00fade, dos v\u00ednculos prec\u00e1rios de emprego e da aus\u00eancia de perspectivas.<\/p>\n<p>\u201cAo contr\u00e1rio do que o Governo alega, a abertura de uma escola m\u00e9dica n\u00e3o garante a perman\u00eancia de todos os formados na regi\u00e3o. O que se assiste e uma migra\u00e7\u00e3o dos jovens rumos aos grandes centros em busca de qualidade de vida e de trabalho. No entanto, importante ressaltar, isso n\u00e3o \u00e9 exclusivo da medicina. Profissionais de v\u00e1rias da sa\u00fade e de outras tamb\u00e9m fazem o mesmo movimento\u201d, disse.<\/p>\n<p><strong><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"wp-image-119189 size-full aligncenter\" src=\"https:\/\/portal.cfm.org.br\/wp-content\/uploads\/2024\/04\/Captura-de-tela-2024-04-08-110059.png\" sizes=\"(max-width: 753px) 100vw, 753px\" srcset=\"https:\/\/portal.cfm.org.br\/wp-content\/uploads\/2024\/04\/Captura-de-tela-2024-04-08-110059.png 753w, https:\/\/portal.cfm.org.br\/wp-content\/uploads\/2024\/04\/Captura-de-tela-2024-04-08-110059-300x193.png 300w\" alt=\"\" width=\"753\" height=\"484\" \/>Desigual \u2013<\/strong>\u00a0Como dito pelo presidente, o estudo do CFM mostra que o aumento no n\u00famero de m\u00e9dicos n\u00e3o resultou em uma distribui\u00e7\u00e3o igualit\u00e1ria pelo Pa\u00eds. O Sudeste tem uma propor\u00e7\u00e3o de m\u00e9dicos superior \u00e0 m\u00e9dia de 2,81 m\u00e9dicos por mil habitantes do Brasil. A regi\u00e3o se destaca por ter a maior densidade e propor\u00e7\u00e3o, com 3,76 m\u00e9dicos por mil habitantes e 51% do total de m\u00e9dicos, enquanto abriga 41% da popula\u00e7\u00e3o brasileira. Em contraste, o Norte exibe a menor raz\u00e3o e propor\u00e7\u00e3o de m\u00e9dicos (1,73), ficando significativamente abaixo da m\u00e9dia nacional.<\/p>\n<p>J\u00e1 o Nordeste, com 19,3% dos m\u00e9dicos e 26,8% da popula\u00e7\u00e3o, apresenta uma raz\u00e3o de 2,22 m\u00e9dicos por mil habitantes, tamb\u00e9m abaixo da m\u00e9dia nacional. O Sul, por sua vez, com 15,8% dos m\u00e9dicos e 14,8% da popula\u00e7\u00e3o, exibe uma raz\u00e3o de 3,27 m\u00e9dicos por mil habitantes, enquanto o Centro-Oeste, com 9% dos m\u00e9dicos e 8,1% da popula\u00e7\u00e3o, tem 3,39 m\u00e9dicos por mil habitantes, ambos acima da m\u00e9dia nacional.<\/p>\n<p>Nas capitais, a m\u00e9dia de m\u00e9dicos por mil habitantes alcan\u00e7a o patamar de 7,03, contra 1,89 observada no conjunto das cidades do interior. Ao analisar os extremos dessa distribui\u00e7\u00e3o, Vit\u00f3ria (ES) registra a maior densidade: 18,68 m\u00e9dicos por mil habitantes. Em contrapartida, no interior do Amazonas, a densidade \u00e9 drasticamente menor, somente 0,20, ilustrando os severos desafios de acesso a cuidados m\u00e9dicos em localidades remotas.<\/p>\n<p><strong>Idade e sexo \u2013<\/strong>\u00a0A Demografia M\u00e9dica CFM 2024 traz ainda informa\u00e7\u00f5es que ajudam a delinear caracter\u00edsticas do perfil dos profissionais brasileiros. Um dos aspectos avaliados \u00e9 a idade m\u00e9dia dos m\u00e9dicos em atividade no Brasil, que hoje est\u00e1 em 44,6 anos. Entre os m\u00e9dicos homens, a idade m\u00e9dia \u00e9 de 47,4 anos. J\u00e1 para as m\u00e9dicas, \u00e9 de 42 anos. Observa-se tamb\u00e9m uma diferen\u00e7a no tempo de forma\u00e7\u00e3o entre os g\u00eaneros: em m\u00e9dia, os m\u00e9dicos t\u00eam 21 anos de formados, enquanto as m\u00e9dicas t\u00eam, em m\u00e9dia, 16 anos,<\/p>\n<p>O trabalho do CFM revela ainda que o n\u00famero de m\u00e9dicas no Brasil vem aumentando ano ap\u00f3s ano. Em 2024, os homens ainda representam, ligeiramente, a maioria entre os m\u00e9dicos com at\u00e9 80 anos, correspondendo a 50,08% do total, enquanto as mulheres compunham 49,92%. Por\u00e9m, estima-se que, em breve, o n\u00famero de m\u00e9dicas ultrapasse o de m\u00e9dicos. Atualmente, entre os m\u00e9dicos com 39 anos ou menos, as mulheres j\u00e1 constituem a maioria, representando 58% em compara\u00e7\u00e3o a 42% dos homens. O ponto de virada, ocorreu em 2009.<\/p>\n<p>Desde aquele ano, os n\u00fameros revelam a crescente feminiza\u00e7\u00e3o da medicina, com a sustenta\u00e7\u00e3o dessa tend\u00eancia ao longo dos anos subsequentes, com o n\u00famero de mulheres continuando a exceder o de homens ingressando na medicina. Os dados indicam tamb\u00e9m o aumento crescente na propor\u00e7\u00e3o de mulheres entrando no mercado de trabalho brasileiro. Em 1990, as mulheres representavam 44% dos m\u00e9dicos que come\u00e7avam a atuar, enquanto os homens representavam 56%. No in\u00edcio de 2024, essa propor\u00e7\u00e3o se inverteu: 60% de mulheres e 40% de homens.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>fonte: CFM Nunca na hist\u00f3ria, o Pa\u00eds contou com tantos m\u00e9dicos como atualmente. 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