{"id":17547,"date":"2021-11-22T09:13:00","date_gmt":"2021-11-22T12:13:00","guid":{"rendered":"https:\/\/cipe.org.br\/novo\/?p=17547"},"modified":"2021-11-22T15:33:38","modified_gmt":"2021-11-22T18:33:38","slug":"fiocruz-alerta-para-aumento-de-bacterias-resistentes-a-antibioticos","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/cipe.org.br\/novo\/fiocruz-alerta-para-aumento-de-bacterias-resistentes-a-antibioticos\/","title":{"rendered":"Fiocruz alerta para aumento de bact\u00e9rias resistentes a antibi\u00f3ticos"},"content":{"rendered":"<p>fonte: Ag\u00eancia Brasil<\/p>\n<p>O Laborat\u00f3rio de Pesquisa em Infec\u00e7\u00e3o Hospitalar do Instituto Oswaldo Cruz (IOC\/Fiocruz) j\u00e1 recebeu em 2021 mais que o triplo de amostras de bact\u00e9rias resistentes a antibi\u00f3ticos em compara\u00e7\u00e3o ao que foi analisado em 2019, \u00faltimo ano antes da pandemia da covid-19. O levantamento foi divulgado pelo instituto, cujos pesquisadores alertam para o risco de maior dissemina\u00e7\u00e3o da resist\u00eancia a antibi\u00f3ticos pelo aumento do uso desses medicamentos durante a emerg\u00eancia sanit\u00e1ria.<img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/agenciabrasil.ebc.com.br\/ebc.png?id=1428325&amp;o=node\" \/><img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/agenciabrasil.ebc.com.br\/ebc.gif?id=1428325&amp;o=node\" \/><\/p>\n<p>As amostras de &#8220;superbact\u00e9rias&#8221; s\u00e3o enviadas ao laborat\u00f3rio do IOC por outros laborat\u00f3rios de sa\u00fade p\u00fablica de diversos estados de forma espont\u00e2nea, j\u00e1 que l\u00e1 funciona a retaguarda da Sub-rede Anal\u00edtica de Resist\u00eancia Microbiana em Servi\u00e7os de Sa\u00fade (Sub-rede RM), institu\u00edda pela Ag\u00eancia Nacional de Vigil\u00e2ncia Sanit\u00e1ria (Anvisa) e pelo Minist\u00e9rio da Sa\u00fade (MS). Como unidade de retaguarda, o laborat\u00f3rio atua na an\u00e1lise aprofundada das bact\u00e9rias resistentes a antibi\u00f3ticos, que s\u00e3o detectadas em casos de infec\u00e7\u00e3o hospitalar.<\/p>\n<p>O IOC informa que, em 2019, chegaram ao laborat\u00f3rio pouco mais de mil amostras de bact\u00e9rias resistentes a antibi\u00f3ticos. Em 2020, esse n\u00famero chegou a quase 2 mil, e, de janeiro a outubro deste ano, j\u00e1 atingiu 3,7 mil. O instituto ressalta que, enquanto os n\u00fameros oficiais da Anvisa sobre bact\u00e9rias resistentes para 2020 e 2021 ainda n\u00e3o est\u00e3o dispon\u00edveis, o aumento observado em centros de refer\u00eancia pode ser considerado como um alerta.<\/p>\n<p>Em texto divulgado pelo IOC\/FIocruz, a chefe do Laborat\u00f3rio de Pesquisa em Infec\u00e7\u00e3o Hospitalar, Ana Paula Assef, explica que houve um aumento no volume de pacientes internados em estado grave e por longos per\u00edodos durante a pandemia, o que aumenta o risco de infec\u00e7\u00f5es hospitalares.<\/p>\n<p>&#8220;Em parte, a alta na prescri\u00e7\u00e3o de antibi\u00f3ticos nos hospitais durante a pandemia pode ser justificada pelo maior n\u00famero de pacientes graves internados, que acabam desenvolvendo infec\u00e7\u00f5es secund\u00e1rias e necessitando desses medicamentos. Por\u00e9m, o uso excessivo precisa ser controlado para evitar que se impulsione a resist\u00eancia bacteriana&#8221;, alerta a chefe do laborat\u00f3rio.<\/p>\n<p>A pesquisadora disse que pesquisas no Brasil e no exterior sugerem que pode ter ocorrido prescri\u00e7\u00e3o exagerada de antibi\u00f3ticos para internados por covid-19. O IOC cita um estudo global publicado em janeiro que aponta um percentual de mais de 70% de pacientes com covid-19 tratados com antibi\u00f3ticos durante a interna\u00e7\u00e3o, quando se estima que coinfec\u00e7\u00f5es bacterianas estejam em apenas 8% dos casos.<\/p>\n<p>Outra preocupa\u00e7\u00e3o destacada pela chefe do laborat\u00f3rio \u00e9 o aumento da resist\u00eancia \u00e0 polimixina, f\u00e1rmaco considerado a \u00faltima op\u00e7\u00e3o terap\u00eautica para infec\u00e7\u00f5es que n\u00e3o respondem aos demais antibi\u00f3ticos. Esse crescimento se deu em tr\u00eas grupos de bact\u00e9rias frequentes entre os casos de infec\u00e7\u00f5es hospitalares: A. baumanii (de 2,5%, em 2019, para 5,6%, em 2021), Pseudomonas aeruginosa (de 14% para 51%), e enterobact\u00e9rias (de 42% para 58%).<\/p>\n<p>Em agosto, a\u00a0<a href=\"https:\/\/www.gov.br\/anvisa\/pt-br\/centraisdeconteudo\/publicacoes\/servicosdesaude\/notas-tecnicas\/nota-tecnica-gvims-ggtes-anvisa-no-05-2021-resistencia-microbiana-na-pandemia-da-covid-19\" target=\"_blank\" rel=\"noopener noreferrer\">Anvisa publicou nota t\u00e9cnica<\/a>\u00a0com orienta\u00e7\u00f5es para reduzir a dissemina\u00e7\u00e3o de bact\u00e9rias resistentes durante a pandemia da covid-19, destacando que os antibi\u00f3ticos n\u00e3o s\u00e3o indicados no tratamento de rotina da covid-19, j\u00e1 que a doen\u00e7a \u00e9 causada por v\u00edrus e esses medicamentos atuam apenas contra bact\u00e9rias. Os antibi\u00f3ticos s\u00e3o recomendados apenas para os casos com suspeita de infec\u00e7\u00e3o bacteriana associada \u00e0 infec\u00e7\u00e3o viral, recomenda a ag\u00eancia.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>fonte: Ag\u00eancia Brasil O Laborat\u00f3rio de Pesquisa em Infec\u00e7\u00e3o Hospitalar do Instituto Oswaldo Cruz (IOC\/Fiocruz) j\u00e1 recebeu em 2021 mais que o triplo de amostras de<span class=\"excerpt-hellip\"> [\u2026]<\/span><\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":17549,"comment_status":"closed","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[76],"tags":[],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/cipe.org.br\/novo\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/17547"}],"collection":[{"href":"https:\/\/cipe.org.br\/novo\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/cipe.org.br\/novo\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/cipe.org.br\/novo\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/cipe.org.br\/novo\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=17547"}],"version-history":[{"count":1,"href":"https:\/\/cipe.org.br\/novo\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/17547\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":17550,"href":"https:\/\/cipe.org.br\/novo\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/17547\/revisions\/17550"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/cipe.org.br\/novo\/wp-json\/wp\/v2\/media\/17549"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/cipe.org.br\/novo\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=17547"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/cipe.org.br\/novo\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=17547"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/cipe.org.br\/novo\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=17547"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}