{"id":16228,"date":"2021-06-28T07:10:34","date_gmt":"2021-06-28T10:10:34","guid":{"rendered":"https:\/\/cipe.org.br\/novo\/?p=16228"},"modified":"2021-06-29T09:53:17","modified_gmt":"2021-06-29T12:53:17","slug":"estudo-mostra-efeitos-da-covid-19-na-placenta-e-reflexos-nos-fetos","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/cipe.org.br\/novo\/estudo-mostra-efeitos-da-covid-19-na-placenta-e-reflexos-nos-fetos\/","title":{"rendered":"Estudo mostra efeitos da covid-19 na placenta e reflexos nos fetos"},"content":{"rendered":"<p>fonte: Ag\u00eancia Brasil<\/p>\n<p>Estudo feito por pesquisadores da Pontif\u00edcia Universidade Cat\u00f3lica do Paran\u00e1 (PUCPR), Universidade Federal do Paran\u00e1 (UFPR) e do Instituto Pesquisa Pel\u00e9 Pequeno Pr\u00edncipe (IPPPP) constatou que a covid-19 pode afetar a placenta de gestantes, com reflexos nos fetos. Entre esses reflexos est\u00e3o o nascimento prematuro e at\u00e9 mesmo a morte intrauterina do beb\u00ea.<img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/agenciabrasil.ebc.com.br\/ebc.png?id=1412315&amp;o=node\" \/><img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/agenciabrasil.ebc.com.br\/ebc.gif?id=1412315&amp;o=node\" \/><\/p>\n<p>A pesquisa foi desenvolvida no Hospital de Cl\u00ednicas e no Hospital Nossa Senhora das Gra\u00e7as, em Curitiba, com consentimento das pacientes e aprova\u00e7\u00e3o do Comit\u00ea de \u00c9tica das institui\u00e7\u00f5es.<\/p>\n<p>A principal conclus\u00e3o do estudo foi que na grande maioria das pacientes com forma assintom\u00e1tica ou leve da doen\u00e7a, que n\u00e3o precisaram de interna\u00e7\u00e3o, o v\u00edrus n\u00e3o teve qualquer efeito para o beb\u00ea. \u201cN\u00e3o encontramos efeito nem a longo prazo e nem imediatamente com a m\u00e3e que est\u00e1 em casa, j\u00e1 no finalzinho da gesta\u00e7\u00e3o, que est\u00e1 com covid e foi para o hospital ganhar o beb\u00ea. A gente n\u00e3o encontrou nenhum evento adverso\u201d, disse a professora Lucia de Noronha, da Escola de Medicina da PUCPR, uma das coordenadoras do estudo.<\/p>\n<p>Praticamente todas as m\u00e3es que que foram hospitalizadas com uma forma moderada ou grave de covid-19 tiveram eventos adversos, seja um parto prematuramente induzido, porque o bem-estar fetal estava comprometido, seja a perda do beb\u00ea. \u201cFoi o evento mais raro, mas aconteceu nas formas moderadas e graves que necessitaram de hospitaliza\u00e7\u00e3o. As formas leves n\u00e3o tiveram problemas, o que \u00e9 uma excelente not\u00edcia, porque significa que a imensa maioria das m\u00e3es vai\u00a0ter\u00a0seus beb\u00eas normalmente\u201d, afirmou L\u00facia.<\/p>\n<p>Ela chamou a aten\u00e7\u00e3o para o fato de que todas as mulheres com formas moderadas e graves da doen\u00e7a tinham comorbidades, como obesidade, diabetes e hipertens\u00e3o. \u201cMas os beb\u00eas n\u00e3o morreram por causa da comorbidade e sim por causa da covid. As m\u00e3es tiveram forma grave porque tinham comorbidades\u201d, disse. Entre as mulheres assintom\u00e1ticas ou com casos leves da covid-19 nem todas tinham comorbidades.<\/p>\n<h2>Foco<\/h2>\n<p>O foco do trabalho era observar o efeito sobre a placenta das mulheres gr\u00e1vidas. Os pesquisadores encontraram altera\u00e7\u00f5es na placenta, decorrentes da doen\u00e7a vascular da covid-19. \u201cA covid \u00e9 uma doen\u00e7a vascular e a placenta \u00e9 o pulm\u00e3o do beb\u00ea. \u00c9 por onde o beb\u00ea respira e recebe nutrientes, por meio dos vasos da m\u00e3e. Se a covid-19 afeta os vasos da m\u00e3e, o beb\u00ea passa a n\u00e3o receber nutrientes nem oxig\u00eanio. O beb\u00ea entra em hip\u00f3fise fetal\u201d, explicou a professora. Nesse momento, segundo ela, o m\u00e9dico tem de tir\u00e1-lo da barriga da m\u00e3e, para salvar a vida dele. \u00c9 o parto prematuro induzido.<\/p>\n<p>Os pesquisadores buscaram entender como a placenta, estando no meio, entre o beb\u00ea e a m\u00e3e, era afetada pela covid-19. \u201c\u00c9 a forma grave da doen\u00e7a que faz essa les\u00e3o vascular importante. E essa les\u00e3o vascular \u00e9 no corpo todo da m\u00e3e, incluindo a placenta, que \u00e9 a comunica\u00e7\u00e3o da m\u00e3e com o beb\u00ea. E os vasos t\u00eam de estar saud\u00e1veis\u201d, acrescentou L\u00facia.<\/p>\n<h2>Nova etapa<\/h2>\n<p>Na etapa preliminar do trabalho, foram estudadas 40 pacientes, sendo 20 com covid-19 e 20 sem a doen\u00e7a, na mesma \u00e9poca, com as mesmas comorbidades, para entender o que era comorbidade e o que era covid-19. Essas mulheres j\u00e1 estavam gr\u00e1vidas quando a pandemia foi declarada no Brasil. Agora, em uma\u00a0segunda\u00a0fase da pesquisa, ser\u00e3o estudadas 60 pacientes afetadas pela doen\u00e7a e 60 que t\u00eam teste negativo. Diferentemente das pacientes da primeira etapa do trabalho, essas\u00a0 engravidaram durante a pandemia.<\/p>\n<p>As novas pacientes ser\u00e3o acompanhadas pelos pesquisadores em todos os momentos da gesta\u00e7\u00e3o e da doen\u00e7a. Elas incluem mulheres com e sem comorbidades. Os cientistas pretendem estudar de maneira mais profunda tamb\u00e9m as formas mais leves da doen\u00e7a, para ver se a conclus\u00e3o de que n\u00e3o n\u00e3o h\u00e1 consequ\u00eancia nenhuma para o beb\u00ea est\u00e1 correta.<\/p>\n<p>L\u00facia de Noronha adiantou que a ideia \u00e9 acompanhar ainda o desenvolvimento do beb\u00ea, no per\u00edodo de puericultura, para ver se vai crescer da mesma forma que outras crian\u00e7as. \u201cAo que tudo indica, n\u00e3o tem problema nenhum nas formas leves. A gente quer olhar minuciosamente para tudo isso\u201d, disse a pesquisadora.<\/p>\n<p>O estudo\u00a0<em>Association between Covid-19 pregnant women symptoms severity and placental morphologic features<\/em>\u00a0foi publicado no peri\u00f3dico\u00a0<em>Frontiers in Immunology<\/em>, revista cient\u00edfica que \u00e9 refer\u00eancia em imunologia.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>fonte: Ag\u00eancia Brasil Estudo feito por pesquisadores da Pontif\u00edcia Universidade Cat\u00f3lica do Paran\u00e1 (PUCPR), Universidade Federal do Paran\u00e1 (UFPR) e do Instituto Pesquisa Pel\u00e9 Pequeno Pr\u00edncipe<span class=\"excerpt-hellip\"> [\u2026]<\/span><\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":0,"comment_status":"closed","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[76],"tags":[],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/cipe.org.br\/novo\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/16228"}],"collection":[{"href":"https:\/\/cipe.org.br\/novo\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/cipe.org.br\/novo\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/cipe.org.br\/novo\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/cipe.org.br\/novo\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=16228"}],"version-history":[{"count":1,"href":"https:\/\/cipe.org.br\/novo\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/16228\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":16231,"href":"https:\/\/cipe.org.br\/novo\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/16228\/revisions\/16231"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/cipe.org.br\/novo\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=16228"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/cipe.org.br\/novo\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=16228"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/cipe.org.br\/novo\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=16228"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}