{"id":15962,"date":"2021-05-15T17:04:10","date_gmt":"2021-05-15T20:04:10","guid":{"rendered":"https:\/\/cipe.org.br\/novo\/?p=15962"},"modified":"2021-05-13T15:56:08","modified_gmt":"2021-05-13T18:56:08","slug":"pandemia-gera-estresse-e-sobrecarga-de-trabalho-mas-reforca-confianca-dos-pacientes-na-medicina","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/cipe.org.br\/novo\/pandemia-gera-estresse-e-sobrecarga-de-trabalho-mas-reforca-confianca-dos-pacientes-na-medicina\/","title":{"rendered":"Pandemia gera estresse e sobrecarga de trabalho, mas refor\u00e7a confian\u00e7a dos pacientes na medicina"},"content":{"rendered":"<p>fonte: CFM<\/p>\n<p>De um lado, o fortalecimento do elo de confian\u00e7a e da credibilidade junto aos pacientes e familiares, al\u00e9m do refor\u00e7o do compromisso individual com a medicina e com a sa\u00fade da popula\u00e7\u00e3o. De outro, fadiga, sobrecarga de trabalho e aumento do n\u00edvel de estresse. Estes\u00a0s\u00e3o alguns dos reflexos da pandemia sobre a rotina dos m\u00e9dicos que atuam na linha de frente de combate \u00e0 doen\u00e7a causada pelo novo coronav\u00edrus. As constata\u00e7\u00f5es aparecem em pesquisa in\u00e9dita realizada pelo Conselho Federal de Medicina (CFM).<\/p>\n<p>A pesquisa ofereceu subs\u00eddios para campanha que o CFM lan\u00e7a nesta semana, como parte das comemora\u00e7\u00f5es pelo Dia Mundial da Sa\u00fade (7 de abril). Diante dos dados apurados, a autarquia decidiu chamar a aten\u00e7\u00e3o dos brasileiros e dos gestores para a necessidade de reconhecimento e valoriza\u00e7\u00e3o dos m\u00e9dicos do Pa\u00eds, em especial dos que atuam na linha de frente da covid-19.<\/p>\n<p>\u201cO Brasil conta com mais de 520 mil m\u00e9dicos em condi\u00e7\u00f5es de atender a popula\u00e7\u00e3o. No entanto, em muitos casos, faltam condi\u00e7\u00f5es de trabalho e de est\u00edmulo que os levem a ocupar mais postos de trabalho dentro da rede p\u00fablica e em \u00e1reas de dif\u00edcil provimento. Contudo, esse cen\u00e1rio adverso n\u00e3o tem impedido que eles fa\u00e7am sua parte, atuando incansavelmente pela recupera\u00e7\u00e3o dos doentes\u201d, ressaltou o presidente do CFM, Mauro Ribeiro.<\/p>\n<p><strong>Estresse \u2013<\/strong>\u00a0Para a grande maioria dos m\u00e9dicos (96%), a pandemia causou impactos na vida pessoal ou profissional. As repercuss\u00f5es v\u00e3o desde o comprometimento de horas que seriam dedicadas \u00e0 fam\u00edlia e ao lazer at\u00e9 \u00e0 mudan\u00e7a na rotina de trabalho de consult\u00f3rios e ambulat\u00f3rios. Por\u00e9m, al\u00e9m de transformar os fluxos nos locais de atua\u00e7\u00e3o, a pandemia tamb\u00e9m alcan\u00e7ou os lares e a sa\u00fade mental dos profissionais.<\/p>\n<p>O aumento do n\u00edvel de estresse foi relatado como principal impacto da pandemia por 22,9% dos m\u00e9dicos que responderam ao inqu\u00e9rito conduzido pelo CFM. Lidar com uma doen\u00e7a t\u00e3o desconhecida tamb\u00e9m gerou em parte dos profissionais entrevistados percep\u00e7\u00f5es que incluem sensa\u00e7\u00e3o de medo ou p\u00e2nico, conforme indicaram, 14,6% deles.<\/p>\n<p>Tamb\u00e9m houve relatos de altera\u00e7\u00e3o (para menos) no tempo dedicado \u00e0s refei\u00e7\u00f5es, fam\u00edlia e lazer (14,5%); e de comprometimento de horas de descanso, bem como no n\u00edvel da qualidade do sono (7,6%); entre outros fatores. O impacto negativo nestes itens podem ter consequ\u00eancias no bem estar dessa popula\u00e7\u00e3o, pois podem agravar quadros de ansiedade e levar mesmo ao aparecimento da s\u00edndrome de Burnout.<\/p>\n<p>Por outro lado, simultaneamente, h\u00e1 m\u00e9dicos que ressaltam que o novo cen\u00e1rio tamb\u00e9m refor\u00e7ou seu compromisso com a medicina e com a sa\u00fade da popula\u00e7\u00e3o, fato indicado por 13%; fortaleceu sua imagem como m\u00e9dico diante da comunidade (6,2%); melhorou sua rela\u00e7\u00e3o com os pacientes e outros profissionais de sa\u00fade (4,7%); e at\u00e9 estimulou a aproxima\u00e7\u00e3o com as entidades m\u00e9dicas (3,7%).<\/p>\n<p><strong>Rela\u00e7\u00e3o m\u00e9dico-paciente \u2013<\/strong>\u00a0Os m\u00e9dicos que responderam \u00e0 pesquisa tamb\u00e9m indicaram mudan\u00e7as no relacionamento com seus pacientes durante o \u00faltimo ano. Segundo eles, muitos pacientes abandonaram ou postergaram seus tratamentos. Isso foi o que informou quase um ter\u00e7o dos profissionais consultados.<\/p>\n<p>O abandono dos tratamentos ou o n\u00e3o comparecimento \u00e0s consultas podem estar entre as causas que levaram os entrevistados a fazerem uma rela\u00e7\u00e3o entre a covid-19 e a rotina nos locais de trabalho. Segundo os que responderam ao question\u00e1rio do CFM, entre os principais efeitos da crise sanit\u00e1ria h\u00e1 o entendimento majorit\u00e1rio de que a pandemia levou \u00e0 redu\u00e7\u00e3o significativa no n\u00famero de atendimentos di\u00e1rios eletivos, seja por parte daqueles que atuam predominantemente no setor p\u00fablico (37,9%) ou no setor privado (42,8%).<\/p>\n<p>Em contrapartida, cerca de 15% dos que trabalham com mais frequ\u00eancia na rede p\u00fablica e 11,2% na privada apontam que o volume de atendimentos eletivos aumentou nesse per\u00edodo. Menos de 5% dos entrevistados, independentemente da natureza de suas institui\u00e7\u00f5es, disseram que n\u00e3o houve aumento nem queda no volume de consultas ou n\u00e3o souberam avaliar essa quest\u00e3o.<\/p>\n<p>No entanto, os m\u00e9dicos informam que quando o atendimento eletivo (consulta ou procedimento) acontece um comportamento comum observado nos encontros \u00e9 a exig\u00eancia de mais tempo e aten\u00e7\u00e3o pelos pacientes, em especial para tirar d\u00favidas relacionadas a como prevenir e tratar a covid-19.<\/p>\n<p>Al\u00e9m disso, segundo a opini\u00e3o dos m\u00e9dicos, identificada pela pesquisa do CFM, a pandemia fortaleceu (16%) o elo de confian\u00e7a estabelecido com os pacientes e familiares e tornou os pacientes mais (12,6%) receptivos \u00e0s recomenda\u00e7\u00f5es m\u00e9dicas. Al\u00e9m disso, foi relatado por 13,7% dos respondentes que o estresse gerado pela pandemia no paciente tornou tenso seu comportamento nas consultas.<\/p>\n<p><strong>Mercado de trabalho \u2013<\/strong>\u00a0A pesquisa trabalho trouxe ainda outro dado importante, na percep\u00e7\u00e3o dos m\u00e9dicos. A pandemia causou a perda de v\u00ednculos de trabalho para parte dos profissionais. Entre os que atuam a maior parte do tempo na rede privada, 11,8% tiveram essa percep\u00e7\u00e3o. No setor p\u00fablico, o percentual \u00e9 ligeiramente menor: 10,4%. Outros ainda relatam que foi necess\u00e1rio fechar consult\u00f3rios ou demitir funcion\u00e1rios por conta do impacto da covid-19 no cotidiano dos estabelecimentos. Essa realidade foi observada por 14,2% dos entrevistados do setor privado e 10% dos que atuam no Sistema \u00danico de Sa\u00fade (SUS).<\/p>\n<p>Para alguns, por\u00e9m, a pandemia abriu espa\u00e7o para oportunidades e novos v\u00ednculos de trabalho: 11,4% dos entrevistados da rede privada e 15,2% da rede p\u00fablica compartilham dessa perspectiva. Apenas 3% declarou n\u00e3o ter observado qualquer impacto e 1% n\u00e3o soube avaliar ou disse se sentir indiferente \u00e0s mudan\u00e7as em seus locais de trabalho.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>fonte: CFM De um lado, o fortalecimento do elo de confian\u00e7a e da credibilidade junto aos pacientes e familiares, al\u00e9m do refor\u00e7o do compromisso individual com<span class=\"excerpt-hellip\"> [\u2026]<\/span><\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":15964,"comment_status":"closed","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[76],"tags":[],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/cipe.org.br\/novo\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/15962"}],"collection":[{"href":"https:\/\/cipe.org.br\/novo\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/cipe.org.br\/novo\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/cipe.org.br\/novo\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/cipe.org.br\/novo\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=15962"}],"version-history":[{"count":1,"href":"https:\/\/cipe.org.br\/novo\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/15962\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":15965,"href":"https:\/\/cipe.org.br\/novo\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/15962\/revisions\/15965"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/cipe.org.br\/novo\/wp-json\/wp\/v2\/media\/15964"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/cipe.org.br\/novo\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=15962"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/cipe.org.br\/novo\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=15962"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/cipe.org.br\/novo\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=15962"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}