{"id":13208,"date":"2020-06-01T10:14:59","date_gmt":"2020-06-01T13:14:59","guid":{"rendered":"https:\/\/cipe.org.br\/novo\/?p=13208"},"modified":"2020-06-01T15:09:14","modified_gmt":"2020-06-01T18:09:14","slug":"pesquisa-identifica-comportamentos-de-risco-e-protecao-para-a-covid-19","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/cipe.org.br\/novo\/pesquisa-identifica-comportamentos-de-risco-e-protecao-para-a-covid-19\/","title":{"rendered":"Pesquisa identifica comportamentos de risco e prote\u00e7\u00e3o para a COVID-19"},"content":{"rendered":"<p>fonte: Minist\u00e9rio da Sa\u00fade<\/p>\n<p>O Minist\u00e9rio da Sa\u00fade quer entender como a popula\u00e7\u00e3o est\u00e1 enfrentando a pandemia. Para isso, entrevistou mais de 2 mil pessoas no segundo ciclo da Pesquisa de Vigil\u00e2ncia de Fatores de Risco e Prote\u00e7\u00e3o para Doen\u00e7as Cr\u00f4nicas por Inqu\u00e9rito Telef\u00f4nico COVID-19 (Vigitel). Chamou a aten\u00e7\u00e3o o fato de que 41,7% dos entrevistados apontaram dist\u00farbios do sono, como dificuldade para dormir ou dormir mais do que de costume e 38,7% relataram falta ou aumento de apetite. Al\u00e9m disso, 87,1% dos adultos precisaram sair de casa ao menos uma vez na semana anterior \u00e0 data da entrevista.<\/p>\n<p>De acordo com a Coordenadora-Geral de Vigil\u00e2ncia de Doen\u00e7as e Agravos N\u00e3o Transmiss\u00edveis, Luciana Sardinha, os dois ciclos da pesquisa foram muito importantes para o monitoramento do cen\u00e1rio atual. \u201cEssa pesquisa \u00e9 muito oportuna para o momento que estamos vivendo. Os resultados que obtivemos com ela v\u00e3o nos ajudar a entender de que forma a popula\u00e7\u00e3o brasileira est\u00e1 enfrentando a pandemia, explicou Luciana.<\/p>\n<p>Entre os principais motivos que levaram as pessoas a sa\u00edrem de suas resid\u00eancias destacaram-se: compra de alimentos (75,3%), trabalho (45%), procurar servi\u00e7o de sa\u00fade ou farm\u00e1cia (42,1%), t\u00e9dio ou cansa\u00e7o de ficar em casa (20,5%), ajudar um familiar ou amigo (20,2%), visitar familiares e amigos (19,8%), praticar atividades f\u00edsicas (13,6%) e caminhar com animal de estima\u00e7\u00e3o (5,6%). Os moradores com idades entre 35 e 49 anos (89,8%) das regi\u00f5es Sul, Sudeste e Centro-Oeste (89%) foram os mais sa\u00edram de casa.<\/p>\n<p>A pesquisa tamb\u00e9m apurou a frequ\u00eancia com que problemas relacionados \u00e0 sa\u00fade mental incomodaram os entrevistados nas duas semanas anteriores \u00e0 data da entrevista. Entre os que foram ouvidos pelo inqu\u00e9rito, 35,3% falta de interesse em fazer as coisas; 32,6% disseram se sentir para baixo ou deprimido; 30,7% se sentir cansado, com pouca energia; 17,3% descreveram lentid\u00e3o para se movimentar ou falar ou estar muito agitado ou inquieto; 16,9% relataram sentir dificuldade para se concentrar nas coisas e; 15,9% disseram se sentir mal consigo mesmo ou achar que decepcionou pessoas queridas.<\/p>\n<p>Para o Diretor do Departamento de An\u00e1lise em Sa\u00fade e Vigil\u00e2ncia em Doen\u00e7as N\u00e3o Transmiss\u00edveis, Eduardo Mac\u00e1rio, a quest\u00e3o da sa\u00fade mental \u00e9 muito importante e merece aten\u00e7\u00e3o especial. \u201cEventos relacionados \u00e0 sa\u00fade mental muitas vezes s\u00e3o colocados de lado numa situa\u00e7\u00e3o como a que estamos vivendo. Mas \u00e9 fundamental serem monitorados e acompanhados\u201d, afirmou Mac\u00e1rio.<\/p>\n<p>Sobre as pr\u00e1ticas de higiene recomendadas para a preven\u00e7\u00e3o da contamina\u00e7\u00e3o pelo coronav\u00edrus, o segundo ciclo da pesquisa apontou que o percentual de adultos que relataram higienizar as m\u00e3os e objetos tocados com frequ\u00eancia foi maior em mulheres (88,6%). Esta pergunta foi feita nos dois ciclos da pesquisa e a porcentagem de pessoas que segue as pr\u00e1ticas de higiene aumentou de 82,7% no primeiro ciclo para 84,6 no segundo ciclo.<\/p>\n<p>O segundo ciclo da pesquisa Vigitel COVID-19 foi realizado em parceria com a Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG), entre os dias 25 de abril e 5 de maio de 2020, e entrevistou 2.007 pessoas com 18 anos ou mais, em todo o pa\u00eds. O monitoramento sistem\u00e1tico dos riscos em sa\u00fade p\u00fablica auxilia os gestores na ado\u00e7\u00e3o de medidas, de modo a reduzir o n\u00famero de pessoas afetadas.<\/p>\n<p><strong>METODOLOGIA E SEGURAN\u00c7A<\/strong><\/p>\n<p>O Vigitel n\u00e3o pergunta ao cidad\u00e3o qualquer informa\u00e7\u00e3o de CPF, RG ou dados banc\u00e1rios. As \u00fanicas informa\u00e7\u00f5es pessoais obtidas por meio da pesquisa dizem respeito \u00e0 idade, sexo, escolaridade, estado civil e ra\u00e7a\/cor e s\u00e3o utilizadas nos procedimentos metodol\u00f3gicos da pesquisa para que seus resultados reflitam a distribui\u00e7\u00e3o sociodemogr\u00e1fica da popula\u00e7\u00e3o total. Al\u00e9m disso, o Vigitel n\u00e3o faz contato algum com os entrevistados via aplicativo de mensagens (como o Whatsapp, por exemplo).<\/p>\n<p>Os n\u00fameros de telefone contatados foram obtidos por meio de discagem aleat\u00f3ria de d\u00edgitos (RDD), seguida por valida\u00e7\u00e3o dos n\u00fameros sorteados. Todas as entrevistas foram efetuadas por empresa contratada pelo Minist\u00e9rio da Sa\u00fade, com question\u00e1rio eletr\u00f4nico.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>fonte: Minist\u00e9rio da Sa\u00fade O Minist\u00e9rio da Sa\u00fade quer entender como a popula\u00e7\u00e3o est\u00e1 enfrentando a pandemia. 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