{"id":12150,"date":"2020-03-30T10:38:30","date_gmt":"2020-03-30T13:38:30","guid":{"rendered":"https:\/\/cipe.org.br\/novo\/?p=12150"},"modified":"2020-03-31T10:02:47","modified_gmt":"2020-03-31T13:02:47","slug":"pesquisadores-brasileiros-avancam-no-sequenciamento-do-coronavirus","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/cipe.org.br\/novo\/pesquisadores-brasileiros-avancam-no-sequenciamento-do-coronavirus\/","title":{"rendered":"Pesquisadores brasileiros avan\u00e7am no sequenciamento do coronav\u00edrus"},"content":{"rendered":"<p>fonte: Ag\u00eancia Brasil<\/p>\n<p>Pesquisadores da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG) e do Laborat\u00f3rio Nacional de Computa\u00e7\u00e3o Cient\u00edfica (LNCC) avan\u00e7aram no sequenciamento gen\u00e9tico do covid-19 que circula no Brasil. Em tempo recorde de 48 horas, o estudo sequenciou no \u00faltimo fim de semana 19 amostras de pacientes do Rio, Minas, Goi\u00e1s, Rio Grande do Sul e S\u00e3o Paulo, ampliando a vigil\u00e2ncia sobre as caracter\u00edsticas gen\u00e9ticas do causador da pandemia de coronav\u00edrus.<\/p>\n<p>O sequenciamento gen\u00e9tico \u00e9 importante para, entre outras respostas, identificar poss\u00edveis muta\u00e7\u00f5es, cadeias de transmiss\u00e3o e origem da chegada do v\u00edrus a uma regi\u00e3o espec\u00edfica. O estudo realizado no LNCC p\u00f4de confirmar que a maioria das amostras \u00e9 descendente de v\u00edrus que vieram da Europa, enquanto uma pequena parte chegou ao pa\u00eds diretamente da China.<\/p>\n<p>A coordenadora do Laborat\u00f3rio de Bioinform\u00e1tica do LNCC, Ana Tereza Vasconcelos, explicou que a principal conclus\u00e3o obtida \u00e9 a confirma\u00e7\u00e3o da transmiss\u00e3o comunit\u00e1ria, o que se deu com a constata\u00e7\u00e3o de que o v\u00edrus coletado no Brasil j\u00e1 apresenta caracter\u00edsticas pr\u00f3prias que o diferenciam geneticamente dos casos na Europa e \u00c1sia.<\/p>\n<p>&#8220;O v\u00edrus, por onde vai passando, vai mudando naturalmente. \u00c9 normal que tenha sa\u00eddo da \u00c1sia com uma caracter\u00edstica, chegado na Europa e mudado&#8221;, explica ela, que afirma que o mesmo j\u00e1 ocorreu no Brasil. &#8220;N\u00e3o \u00e9 mais um v\u00edrus que est\u00e1 vindo de fora. Agora \u00e9 transmiss\u00e3o comunit\u00e1ria, passando de um para o outro. Por isso o isolamento social \u00e9 um fator importante nesse momento. N\u00e3o \u00e9 mais necess\u00e1rio que venha algu\u00e9m de fora para trazer o v\u00edrus&#8221;.<\/p>\n<p>A coordenadora do laborat\u00f3rio explica que confirmar a muta\u00e7\u00e3o do v\u00edrus n\u00e3o indica que a doen\u00e7a causada por ele pode ter se tornado mais ou menos perigosa. &#8220;N\u00e3o h\u00e1 nenhuma conclus\u00e3o em rela\u00e7\u00e3o a isso. Ele est\u00e1 mudando como era de se esperar&#8221;, diz ela, que prev\u00ea que a continuidade do trabalho de sequenciamento vai poder identificar futuramente o impacto de condi\u00e7\u00f5es geogr\u00e1ficas nessa muta\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>O sequenciamento contou com a capacidade de processamento do supercomputador Santos Dumont e tamb\u00e9m com a colabora\u00e7\u00e3o de estudantes de p\u00f3s-gradua\u00e7\u00e3o. &#8220;Muito dessa for\u00e7a-tarefa que est\u00e1 nos laborat\u00f3rios trabalhando \u00e9 de alunos de p\u00f3s gradua\u00e7\u00e3o e de p\u00f3s-doutores. Eles s\u00e3o o bra\u00e7o da gente para dar conta de tantos projetos e tantas an\u00e1lises&#8221;, destaca ela.<\/p>\n<p>A pesquisa utilizou amostras coletadas de pacientes atendidos pela UFRJ e pelos laborat\u00f3rios privados Hermes Pardini e S\u00edmile, com unidades em diferentes estados brasileiros. O trabalho se deu tamb\u00e9m com a colabora\u00e7\u00e3o da equipe que realizou o primeiro sequenciamento do covid-19 no pa\u00eds, em S\u00e3o Paulo. A pesquisadora Ester Sabino foi uma das coordenadoras do trabalho pioneiro no pa\u00eds e comemora que a pesquisa esteja se descentralizando.<\/p>\n<p>&#8220;Acho que o principal avan\u00e7o foi come\u00e7ar a j\u00e1 montar redes e as pessoas trabalharem em v\u00e1rios locais, e n\u00e3o ficar centralizado s\u00f3 em um \u00fanico laborat\u00f3rio&#8221;, disse ela, que explicou que os pesquisadores devem juntar um n\u00famero maior de amostras sequenciadas para fazer uma an\u00e1lise mais detalhada da hist\u00f3ria gen\u00e9tica do v\u00edrus no pa\u00eds.<\/p>\n<p>Esse trabalho nacional de sequenciamento ser\u00e1 articulado pela Corona-\u00f4mica BR, uma iniciativa do comit\u00ea de especialistas Rede V\u00edrus, que foi formado pelo Minist\u00e9rio de Ci\u00eancia, Tecnologia, Inova\u00e7\u00f5es e Comunica\u00e7\u00f5es. Professor da Feevale e presidente da Sociedade Brasileira de Virologia, Fernando Spilki \u00e9 coordenador da Corona-\u00f4mica BR, que j\u00e1 re\u00fane 16 institui\u00e7\u00f5es nas cinco regi\u00f5es do pa\u00eds.<\/p>\n<p>O pesquisador explica que o sequenciamento em larga escala permitir\u00e1 acompanhar a circula\u00e7\u00e3o do v\u00edrus e identificar se haver\u00e1 muta\u00e7\u00f5es. &#8220;Isso tem aplica\u00e7\u00f5es que v\u00e3o al\u00e9m da epidemiologia molecular, e podem auxiliar no manejo da preven\u00e7\u00e3o da infec\u00e7\u00e3o, no diagn\u00f3stico e na terap\u00eautica&#8221;, conta ele, que acrescenta que a estrutura\u00e7\u00e3o dessa rede deixar\u00e1 o pa\u00eds mais preparado para epidemias futuras e contribuir\u00e1 com a forma\u00e7\u00e3o de jovens pesquisadores que estar\u00e3o envolvidos no projeto.<\/p>\n<p>&#8220;Temos o plano de sequenciar centenas de amostras no Brasil inteiro e, mais que isso, fazer novos esfor\u00e7os ao longo do tempo, acompanhando se com o avan\u00e7ar da pandemia vamos encontrar altera\u00e7\u00f5es no genoma viral ou n\u00e3o&#8221;.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>fonte: Ag\u00eancia Brasil Pesquisadores da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG) e do Laborat\u00f3rio Nacional de Computa\u00e7\u00e3o Cient\u00edfica<span class=\"excerpt-hellip\"> [\u2026]<\/span><\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":0,"comment_status":"closed","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[76],"tags":[],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/cipe.org.br\/novo\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/12150"}],"collection":[{"href":"https:\/\/cipe.org.br\/novo\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/cipe.org.br\/novo\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/cipe.org.br\/novo\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/cipe.org.br\/novo\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=12150"}],"version-history":[{"count":1,"href":"https:\/\/cipe.org.br\/novo\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/12150\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":12153,"href":"https:\/\/cipe.org.br\/novo\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/12150\/revisions\/12153"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/cipe.org.br\/novo\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=12150"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/cipe.org.br\/novo\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=12150"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/cipe.org.br\/novo\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=12150"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}